Conhecer os 8 Fundamentos da Gestão de Excelência, que compõem o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), da FNQ, é um passo importante para promover melhorias e alcançar resultados mais satisfatórios na sua empresa. Trata-se de adotar pilares reconhecidos e praticados pelas melhores organizações do mundo.

Isso ocorre porque, em ambientes voláteis, incertos, complexos e ambíguos, como o mercado atual, as bases do modelo de excelência da gestão são verdadeiros pontos de apoio para que a empresa mantenha o equilíbrio e concretize os objetivos organizacionais.

Sendo assim, para que você entenda os 8 Fundamentos e consiga implementá-los no seu negócio, consultamos Marcos Bardagi, gerente de operações da FNQ, e preparamos este conteúdo especialmente para ajudar a sua empresa. Não deixe de conferir!

A importância de uma gestão de excelência

A consequência natural de se nortear pelos Fundamentos da Gestão de Excelência é a constatação de deficiências e ineficiências nas práticas internas, especialmente nos processos gerenciais. Trata-se de tomar as melhores referências do mundo e comparar com o estágio de maturidade da sua empresa.

No entanto, o movimento tende a gerar reflexos muito mais abrangentes. Em nossa experiência, explica Bardagi, a busca por se adequar aos melhores padrões afeta a cultura organizacional e os processos, levantando debates internos.

Entre as questões mais comuns estão a forma como a empresa está organizada, a maneira de enxergar os competidores e as partes interessadas, bem como as decisões estratégicas baseadas nessa visão.

Na verdade, o modelo, ao ser adotado, questiona toda a organização, desde o seu propósito até o valor que ela entrega para a sociedade, ainda que a mudança estrutural não seja uma consequência obrigatória.

Fundamentos da Gestão de Excelência

Os 8 Fundamentos são os pontos de referência do MEG, isto é, a partir desses elementos críticos, os aspectos específicos ou pontuais podem ser incorporados, logo, são como a fundação de um edifício.

1. Pensamento sistêmico

Consiste em mudar a perspectiva da organização para uma compreensão mais voltada para o sistema como um todo e não apenas para os elementos individualmente considerados. É um olhar que identifica os impactos das ações e as consequências geradas por elas.

O pensamento sistêmico conduz a organização para um olhar mais estratégico, de longo prazo, sem privilegiar uma parte em relação ao todo. Trata-se de entender o papel de cada unidade inserida no contexto da organização, de modo que tudo precisa funcionar de forma integrada, sendo que o mau funcionamento de uma parte pode afetar o conjunto.

Nesse sentido, as organizações precisam se ver como parte de um ecossistema econômico, com fornecedores, clientes, membros da sociedade civil e parceiros de negócios, existindo forte interdependência entre todos os agentes. Isto é, cada elemento afeta e é afetado pelo negócio.

Não à toa, o papel da gestão é constatar essa interdependência e mapear relações de causa e efeito entre todas as partes.

2. Aprendizado organizacional e inovação

Trata-se de reconhecer a importância de identificar lacunas e melhorar a gestão, como condicionante para promover a mudança ou inovação na empresa, quer seja em produtos, processos, modelos de negócio, formas de atuação ou qualquer outro projeto.

O motivo é que, para fazer algo novo, é preciso conhecer algo novo, ou seja, é preciso aprender. Não existe mudança sem aprendizado, sem um somatório de competências que devem ser obtidas.

Em grandes organizações, essa aprendizagem deve ocorrer de forma coletiva, porque é comum ter várias pessoas com a mesma expertise. Assim, o ciclo PDCL– planejar, executar, controlar e aprender – pode ser bastante útil.

Com a ferramenta, após verificar os efeitos de um plano estratégico, a empresa considerará a possibilidade de promover mudanças com base nos dados obtidos na prática. É possível saber o que precisa ser corrigido e por que precisa ser corrigido.

3. Liderança transformadora

Consiste em desenvolver líderes que representem uma influência positiva para os liderados, com um comportamento ético, inspirador, exemplar e comprometido com a excelência. Quem está à frente da equipe deve ser capaz de engajar os profissionais e fazer com que todos persigam os objetivos da organização.

Além disso, a pessoa nessa posição é responsável por compreender os cenários e os requisitos das partes interessadas, orientando os colaboradores quanto às ações necessárias em curto, médio e longo prazo.

4. Compromisso com as partes interessadas

Consiste em compreender a existência de atores relevantes para o sucesso organizacional e sua relação de interdependência com o negócio, estabelecendo vínculos com a força de trabalho, clientes, fornecedores, sindicatos, órgãos de controle, agências reguladoras etc.

Isso passa por entender os requisitos das partes interessadas, buscando acordos satisfatórios. Afinal, elas podem gerar forças, fraquezas, oportunidades ou ameaças para a organização.

5. Adaptabilidade

Diz respeito a saber atuar em cenários dinâmicos, voláteis, incertos e ambíguos, chamados de VUCA. Para tanto, deve haver alta capacidade de reação e de mobilização para mudança no momento certo, demonstrando a força necessária para conduzir a organização diante de variações de contexto. Trata-se de fazer a gestão da mudança no tempo adequado.

6. Desenvolvimento sustentável

Consiste em estabelecer um modelo de desenvolvimento que equilibre as questões sociais, ambientais e econômicas. Para ser reconhecida e atingir a excelência, a organização não deve menosprezar nenhum dos pontos desse tripé. Ainda que, em cada tipo de indústria as doses sejam diferentes, a condução deve ser sempre harmônica.

Por isso, os cuidados com impactos ambientais, a logística reversa, a força de trabalho, a igualdade de gênero, a diversidade etc. devem receber uma especial atenção. Procure saber mais sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para ter uma visão mais abrangente sobre o tema.

7. Orientação por processos

Trata-se de pensar a organização a partir dos processos que produzem valor, mantendo um sistema coerente em que não haja conflitos entre diferentes áreas. Isto é, não se deve otimizar um processo em detrimento de outro.

Em suas atividades, toda empresa transforma recursos em entregas para a sociedade, por processos que englobam a compra de matéria-prima, a fabricação, a logística, a distribuição, a venda etc.

Por isso, a noção de processo é algo transversal, ou seja, que passa por toda a organização. A conclusão de uma venda, por exemplo, começa na compra do insumo, passa pela produção, entrega e distribuição até chegar no fechamento do acordo.

Logo, a organização deve ser vista sob esses fluxos que transpassam toda sua estrutura.

8. Geração de valor

Trata-se de constatar se os resultados mensurados e aferidos, de fato, representam melhorias contínuas, em termos econômicos, ambientais, sociais, bem como de resultados para fornecedores, clientes e demais interessados.

Nesse ponto é importante entender e estruturar sistemas de indicadores para obter diagnósticos exatos sobre o desempenho da organização.

Como aplicar esses Fundamentos na empresa?

O principal requisito é a vontade e a sensibilização da liderança, partindo do entendimento de que é possível melhorar com base nos Fundamentos da Gestão de Excelência e com o ataque às lacunas da organização. Isso passa, principalmente, pelo apoio da diretoria e pela decisão consciente de adotar o modelo.

A partir de então, é preciso compreender a distância entre as práticas atuais e as melhores referências, identificando deficiências. Para tanto, o diagnóstico de processos será uma ferramenta fundamental e contribuirá para a autoavaliação da empresa.

Por fim, haverá a necessidade de buscar know-how para concretizar as mudanças. Até porque, em muitos casos, os gestores precisarão lidar com um certo comodismo, principalmente quando os resultados – embora aquém do potencial da organização – ainda não são integralmente negativos.

Sendo assim, é recomendável procurar por um auxílio especializado, que possa agregar o conhecimento e a experiência para implementar os Fundamentos da Gestão de Excelência.

Para receber esse suporte, entre em contato conosco e conheça nossa consultoria de diagnóstico empresarial!

Colaboração de Marcos Bardagi

1 Comment

  1. Eli Rodrigues da Silva Reply

    Concordo plenamente, que “o principal requisito é a vontade e a sensibilização da liderança” bem como entendo que a diretoria abrace e esteja disposta e consciente em adotar Modelo de Excelência com os 8 Fundamentos da Gestão de Excelência, que são as melhores referências para identificar as deficiências.

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