Daniel Goleman foi enfático ao dizer que, apesar de as pessoas divergirem sobre como um líder deve executar seu trabalho, a resposta para o que o deveriam fazer era sempre a mesma: alcançar resultados. Para tanto, poucos métodos são tão efetivos quanto a gestão de riscos.

Em um mercado Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo – do inglês VUCA –, identificar e mesmo prever ameaças que comprometam a estratégia da empresa ou as oportunidades que possam multiplicar seus resultados são cuidados decisivos tanto para evitar a falência quanto para atingir um recorde de faturamento, por exemplo.

Pensando nisso, vamos falar sobre um método efetivo para avaliar as imprevisibilidades do seu plano estratégico e trabalhá-las da melhor forma. Deseja se tornar um líder mais completo? Então, continue a leitura e saiba mais sobre a gestão de riscos!

O que é o processo de gestão de riscos?

A despeito de sua conotação negativa, a palavra “risco”, como implícito na introdução, refere-se a todo fato incerto que pode alterar os resultados obtidos por uma empresa ou um projeto. Assim, ela pode tanto ser negativa (ameaça) quanto positiva (oportunidade).

Gerir riscos consiste justamente em identificar, analisar e organizar os recursos humanos e materiais do empreendimento. Dessa forma, é possível aproveitar as incertezas para obter um melhor resultado.

O gerenciamento dos riscos organizacionais permite ao gestor uma tomada de decisão mais ágil. Ao mesmo tempo, a equipe vai operacionalizar as ações com maestria, mitigando, assim, os efeitos do imprevisto.

Por que implementar o gerenciamento de riscos na minha empresa?

Você já conseguiu identificar algumas das vantagens da gestão adequada da incerteza, não é mesmo? Mas os benefícios não se limitam àqueles já citados: abaixo, separamos mais alguns. Acompanhe!

Identificar ameaças e oportunidades para a estratégia da organização

A grande vantagem de gerir os riscos devidamente é uma visibilidade do provável futuro do negócio. Com isso, é possível implementar planejamentos mais conscientes, considerando não apenas os objetivos e recursos, mas também as tomadas de decisão.

Fortalecer as respostas aos riscos

Se bem aplicada, a administração das imprevisibilidades permite à organização dar uma resposta mais rápida aos episódios que não estavam nos planos. Imagine, por exemplo, um grupo de concessionárias de automóveis diante de uma retração na economia e do aumento do desemprego.

Mesmo a situação não estando prevista, com uma cultura de riscos sólida, a gestão poderia fortalecer a venda de veículos populares nesse momento e prestar serviços de manutenção, mitigando, assim, os impactos da crise.

Diminuir os prejuízos operacionais e selecionar os melhores projetos

Outra consequência positiva da gestão dos riscos de uma companhia é a redução dos custos operacionais, decorrente do aumento da velocidade no tempo de resposta.

Com a gestão adequada das incertezas, você pode, ainda, determinar os melhores projetos para focar em cada momento. Afinal, já se sabe quais são as tendências do mercado e os problemas em potencial.

Quais são as características de uma gestão de riscos efetiva?

Para desfrutar das vantagens enumeradas no tópico anterior, é preciso transformar toda a cultura organizacional. Os profissionais devem modificar seu mindset — padrão de tomada de decisão — para que passem a visualizar os riscos não mais como problemas, mas oportunidades de agir e se destacar no mercado.

Gerar valor para a organização

É imprescindível que a liderança organizacional atribua valor ao risco e incorpore suas informações às tomadas de decisão. Assim, a empresa poderá produzir mais. Lembre-se de que não adianta ter dados relevantes se você não os usar para transformar o processo de gestão e produção.

Alinhar processos internos e o mercado

Uma gestão de riscos efetiva precisa, ainda, compreender as dinâmicas da incerteza, que podem ser externas ou internas. Alguns exemplos são:

  • a aquisição de um maquinário que aumenta a eficiência da linha de montagem;
  • a probabilidade de um gerente deixar a empresa no meio de um projeto;
  • um aumento expressivo no índice de desemprego;
  • a entrada de novos concorrentes no mercado.

Tudo aquilo que possa interferir significativamente na capacidade do negócio atingir seus objetivos deve ser considerado.

Compreender fatores humanos e culturais

A organização com uma sólida cultura de riscos precisa compreender que, além dos critérios objetivos, existem fatores culturais e humanos que podem comprometer as metas.

O que acontece nos períodos de Carnaval ou Ano Novo ilustra bem essa questão: muitos funcionários tendem a solicitar férias ou alguns dias de folga. Se não forem devidamente planejados, esses recessos podem fazê-lo estourar o deadline (prazo de entrega).

Por fim, uma gestão de riscos consistente deve ser sempre revista, adaptando-se às mudanças do contexto.

Como proceder?

Promover essa mudança de gestão e cultura não é simples, mas existem algumas etapas que orientam a implantação do controle de incertezas em empresas bem-sucedidas. Veja, abaixo, quais são elas.

Crie uma cultura organizacional de riscos e classifique-os

Tudo começa com a divulgação e o fortalecimento da visão dos riscos como potenciais de crescimento. Além disso, deve-se incentivar a busca e o tratamento de incertezas.

Em seguida, é preciso criar um padrão de visualização das imprevisibilidades. Dessa forma, todos os colaboradores podem ter mais clareza do que se trata e de qual é o potencial impacto de cada uma delas.

Você pode classificar os riscos de diversas maneiras, mas o mais comum é segmentá-los conforme o tipo de impacto que causará, como:

  • mercado;
  • financeiro;
  • administrativo;
  • fiscal;
  • jurídico, entre outros.

Agrupe as imprevisibilidades do empreendimento, priorizando ameaças e oportunidades

Depois, é necessário integrar os riscos em grupos conforme o setor ou profissional que deve agir sobre eles, mitigando seus efeitos ou explorando as oportunidades. Com o responsável definido, é possível determinar a importância do evento e criar uma fila de resolução.

Mitigue ou explore os riscos e comunique-os às partes interessadas

A partir da fila, a equipe deve eliminar os riscos, explorando os potenciais e mitigando as ameaças. Recomenda-se, ainda, estabelecer uma comunicação transparente com todos os potenciais afetados pelo risco e ajudá-los a se preparar para a possível ocorrência.

Controle periodicamente

Por fim, é preciso continuar monitorando as situações mitigadas, para reagir e controlar o impacto de cada uma delas sem alterar os planos organizacionais.

Como vimos, os passos acima são fundamentais para que sua empresa tenha uma chance muito superior de se destacar diante das incertezas do mercado. Portanto, analise-os com atenção e estude a melhor forma de colocá-los em prática.

E então? Está pronto para implantar a gestão de riscos em seu negócio? Baixe nosso guia gratuito e compreenda como o compliance pode transformar positivamente a reputação de sua empresa, mitigando riscos financeiros e até judiciais!

2 Comments

  1. GostariA de maiores informações do curso de indicadores e implantação de gestão de riscos

    Grata

    Edilaine

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