Conhecer as principais etapas de planejamento estratégico possibilita o seu desdobramento em passos simples e objetivos. Assim, a definição de um norte se torna menos abstrata e os gestores encontrarão condições favoráveis para orientar o negócio.

O problema é que muitos profissionais têm dúvidas sobre quais seriam e como conduzir essas fases. Com efeito, praticamente quaisquer resultados podem se ajustar às expectativas vagas e imprecisas de suas empresas.

Neste artigo, você encontrará as 7 etapas indispensáveis para definir um posicionamento claro. A partir disso, os demais objetivos, metas e estratégias podem ser alinhados, pavimentando o caminho para o crescimento da organização. Continue lendo!

O que é planejamento estratégico?

Como o nome já sugere, trata-se de fixar uma posição em relação ao mercado: o ponto em que se pretende chegar, os passos necessários para atingir os fins e as situações que precisam ser criadas para proporcionar esses avanços.

Em outras palavras, ser estratégico implica em estudar a concorrência, estudar tendências de consumo e comportamento, identificar os recursos disponíveis para operação, reconhecer as possibilidades de forma realista etc.

Respectivamente, esses objetivos, metas e estratégias partem da compreensão das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças do negócio e devem estar em consonância com a missão, a visão e os valores da organização. Por exemplo:

  • missão é a razão pela qual a organização existe;
  • visão é o que ela aspira a ser;
  • toda empresa deve ter definidos os valores, que são o conjunto de comportamentos e ações das pessoas que trabalham nela para conseguir atingir a visão estabelecida.

Por exemplo, a partir do planejamento estratégico você pode descobrir uma tendência de consumo muito em alta nos próximos anos. No entanto, será que ela condiz com os ideais da empresa?

Qual é a importância do planejamento estratégico?

A ideia-mãe é criar um mapa com o destino e as rotas disponíveis. Isso porque, a partir desses elementos gerais, serão definidos objetivos, metas e estratégias específicas, visando à geração de valor em nível tático e/ou operacional.

Não por acaso, o plano estratégico costuma olhar para o longo prazo. Trata-se de criar uma moldura, restringindo as possíveis decisões e alocações de recursos ao longo do tempo, de modo que as partes do negócio sigam uma direção comum.

Tudo isso contribui para a clareza das avaliações. Afinal, para listar o que funciona e o que não funciona, é preciso contar com critérios baseados nas diretrizes gerais da empresa.

Facilitar o entendimento da estratégia de organização

Quando uma empresa realiza um planejamento estratégico, há um maior compromisso dela com o futuro. Afinal, esse tipo de ação pode informar aos colaboradores se os investimentos e medidas tomadas na corporação estão trazendo bons resultados ou não.

Não adianta contar com determinados tipos de métricas se elas não respondem se as metas empresariais estão mais próximas de serem batidas. Então, o planejamento estratégico entra como uma forma de encontrar essas respostas.

Motivar e engajar os colaboradores

Não é muito difícil encontrar colaboradores desmotivados com o seu trabalho, e isso não prejudica só a qualidade de vida deles, mas a produtividade das demandas. E se você driblasse esse problema ao motivar os funcionários por meio de um planejamento estratégico?

Muitas vezes, os gestores tratam os profissionais do negócio de forma mais apática e não se preocupam com o fato deles não estarem por dentro dos projetos empresariais. Porém, saiba que ao trazê-los pra mais perto por meio das etapas de planejamento estratégico, essas pessoas sabem onde devem chegar e como alcançar isso e, com isso, ganham maior motivação.

Afinal de contas, quando você não sabe para onde ir, qualquer lugar serve, certo? Agora que as expectativas dos gestores foram estabelecidas e compartilhadas com os colaboradores, eles ganham uma maior motivação para atingir essas metas e, por meio de estratégias, devem conseguir chegar até elas.

Separar a estratégia da operação

Quem lida com negócios deve saber o quão instável o mercado, a economia e a política são, além dos avanços tecnológicos que podem alterar situações de um dia para o outro. É por isso que é necessário estabelecer um planejamento estratégico, esse tipo de medida pode fazer você se antecipar diante dessas possíveis mudanças e criar um plano B, por exemplo.

O problema é que é muito comum nesse meio, principalmente as pequenas empresas, adotarem uma postura muito operacional e pouco estratégica. Isso quer dizer que, não há um planejamento para lidar com situações que saíram do esperado, mudanças futuras etc. como, recursos menores do que o previsto e pouco tempo disponível. Sendo assim, é fundamental que haja uma mudança cultural empresarial.

Afinal, operação e estratégia são termos que, em algumas situações, devem ser separados para que as demandas diárias não consumam o tempo que deveria ser dedicado ao planejamento estratégico. Lembre-se que pouco adianta ter uma operação totalmente definida sem que haja sintonia com a estratégia e vice-versa.

Quais são as etapas de planejamento estratégico?

As principais etapas de planejamento estratégico visam ao diagnóstico das condições da empresa, à definição de diretrizes e à fixação de metodologias de monitoramento. Siga os passos descritos a seguir!

1. Entenda o ecossistema da empresa

Desenvolva uma visão macro e compreenda o papel das partes interessadas, como clientes, fornecedores, parceiros, sócios, acionistas e órgão públicos. O negócio não é um ente isolado, mas uma unidade dentro de um mercado com diversos outros atores.

Por isso, ao lado de pesquisas de mercado, que permitem a análise das necessidades e os interesses do público-alvo, é importante mapear a cadeia de valor da organização, em busca dos elementos relevantes para o seu sucesso.

O público-alvo são os consumidores finais que devem ser engajados em novas decisões de compras para, posteriormente, serem fidelizados. Então, para entender melhor os hábitos de compras dessas pessoas e criar estratégias mais efetivas, é importante segmentá-los em 4 principais aspectos: comportamental, geográfico, demográfico e psicográfico.

Stakeholders

Os stakeholders são o grupo de pessoas ou entidades que influenciam ou são influenciadas pelas atividades do seu negócio, o que pode ser os clientes, funcionários etc. Esses devem ser identificados inicialmente no planejamento estratégico. A partir disso, é possível conhecer suas necessidades, expectativas e como promover o sucesso deles.

Além do mais, quando as companhias contam com parceiros estratégicos, seja para executar serviços ou aquisição de novos clientes, esses também devem ser entendidos como stakeholders e que contribuem bastante para o desenvolvimento da sua empresa. Outros grupos também podem ser definidos com essa classificação, dependendo da realidade do seu setor.

Somando o conhecimento dos clientes e dos demais agentes responsáveis pelo desempenho da organização, é possível formular um posicionamento claro e fixar diretrizes.

2. Analise os ambientes internos e externos

Trace um quadro geral das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da empresa com o auxílio da análise SWOT, sigla para Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças, em inglês. Os dois primeiros elementos dizem respeito ao âmbito interno, enquanto os dois últimos, ao ecossistema. Confira abaixo como essa análise deve ser considerada!

Força

É o fator interno que deve identificar e registrar o que a empresa tem de melhor, ou seja, seus pontos fortes.

Fraqueza

Quais fatores internos da empresa atrapalham o alcance do objetivo? Essas são as desvantagens dela diante da concorrência.

Oportunidades

Procure identificar quais aspectos atuais e externos favorecem o maior desenvolvimento da empresa, seja o cenário do mercado, tendência de consumo e comportamento ou o que quer que seja. Todos esses fatores são extremamente úteis.

Ameaças

Por fim, o que pode servir como um obstáculo para o negócio e atrapalhar os benefícios dele? Defina e, assim, aprenda a minimizar os pontos negativos.

3. Defina objetivos e metas

Fixe objetivos realistas para os próximos anos e crie metas específicas. A ideia é pensar em como lidar com as oportunidades, ameaças, forças e fraquezas, bem como definir um posicionamento de mercado capaz de orientar a empresa para o sucesso.

4. Construa o mapa estratégico

Pense em meios para minimizar as fraquezas e ameaças, bem como para maximizar as forças e oportunidades. A partir de então, selecione quais deles criam condições favoráveis para cumprir as metas estabelecidas e concretizar os objetivos no longo prazo.

Por exemplo, a partir de um objetivo como aumentar a lucratividade, é possível adotar estratégias baseadas na melhoria dos processos organizacionais, se isso for uma fraqueza. Para facilitar nessa construção, você pode adotar a metodologia do Balanced Scorecard, baseado em 4 pilares principais, veja abaixo.

Perspectiva financeira

Refere-se aos resultados de produtividade e rentabilidade da empresa. Para isso, é necessário definir as metas de receitas gerais ou por setor, além de objetivos palpáveis.

Perspectiva do cliente

A empresa que não conseguir gerar valor para determinado público não vai conseguir atingir os objetivos financeiros desejados. Sendo assim, é importante incluir a fidelização, retenção e satisfação do cliente, como forma de avaliar o quanto o negócio gera valor para o público.

Perspectiva dos processos internos

Para que uma corporação funcione, existe uma série de processos internos que devem permitir que ela gere faturamento. Dessa maneira, esses processos devem ser analisados para garantir que tudo ocorra da melhor maneira possível e que gargalos e oportunidades para potencializar a eficiência e qualidade no produto\serviço sejam identificados.

Perspectiva de aprendizagem

Toda a empresa passa por processos de aprendizagem que possibilita uma constante evolução. Afinal, conforme mencionado, o mundo dos negócios pode ser bastante instável, assim se aperfeiçoar para possibilitar melhores resultados e oferecer uma cultura de evolução intelectual e técnica é fundamental.

5. Elabore um plano de ação

Especifique as atividades que precisam ser concretizadas para dar andamento às estratégias. A ferramenta essencial, nesse caso, é a matriz 5W2H, que consiste em um questionário simples para descrição de planos de ação. Responda aos 7 itens abaixo:

  • O que será feito? (What?)
  • Por que será feito? (Why?)
  • Quando será feito? (When?)
  • Onde será feito? (Where?)
  • Quem fará? (Who?)
  • Como fará? (How?)
  • Quanto custa? (How Much?)

O segredo é elaborar esses planos para cada uma das estratégias. Até porque eles facilitam a delegação de tarefas para os setores, uma vez que esclarecem as tarefas com precisão.

6. Escolha indicadores de desempenho

Complemente as metas com indicadores de desempenho, permitindo que a empresa acompanhe objetivamente os resultados. Isto é, não basta querer vender, lucrar, economizar ou crescer mais, é preciso dizer exatamente quanto.

Nesse sentido, as métricas se dividem em outcomes e drivers. As primeiras são as consequências dos processos e servem para avaliar se a empresa foi bem-sucedida, como o número de vendas, lucratividade e crescimento.

Por sua vez, as segundas capturam as causas desses resultados, sendo medidas necessárias para identificar melhorias, como número de leads cadastrados, percentual de engajamento dos colaboradores e qualidade do atendimento.

Sendo assim, não esqueça de incluir na sua empresa métricas como índice de lucratividade, retorno sobre o investimento (ROI), nível de satisfação dos clientes (NPS), evasão dos clientes (churn) e índice de absenteísmo.

7. Monitore e avalie os resultados

Acompanhe periodicamente os resultados. Normalmente, isso passa por desdobrar os objetivos de longo prazo em tempos menores, como meses, trimestres ou semestres. Assim, é possível corrigir estratégias equivocadas e alinhar os planos diante de situações novas.

Como o circuito PDCL pode auxiliar nessa tarefa?

Atualmente, os planos estratégicos são entendidos como elementos dinâmicos que precisam ser aprimorados constantemente para manter sua capacidade de fornecer uma direção segura. Afinal, as mudanças no mercado têm sido cada vez mais constantes.

Nesse sentido, as etapas devem ser concluídas de modo a gerar aprendizado e permitir a evolução constante do sistema. O que pode ser feito com o auxílio do circuito PDCL.

Distribua as etapas de planejamento estratégico nos 4 grupos de atividades a seguir:

  • planejar (plan) – examinar a situação da empresa e fixar objetivos, metas, estratégias e plano de ação;
  • executar (do) – colocar as diretrizes em prática, reunindo lideranças e delegando tarefas;
  • checar (check) – verificar a produção dos resultados, identificando o que funciona e o que não funciona;
  • aprender (learn) – utilizar o feedback da execução como conhecimento para aprimorar os planos.

Sendo assim, as repetições das principais etapas de planejamento estratégico criarão planos aderentes à realidade e posicionamentos adequados diante das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da organização.

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