Cada vez mais, as empresas são cobradas para que adotem medidas internas de combate à corrupção e controle quanto ao cumprimento de regras. O chamado compliance corporativo – do verbo “to comply” (cumprir), da língua inglesa – tornou-se uma tendência para as grandes organizações.

No entanto, os motivos para ajustar os processos internos às exigências éticas, legais e técnicas ultrapassam a necessidade de atender a um novo requisito de mercado. A mudança da postura interna também se refletirá em benefícios diretos para o negócio.

A seguir, abordaremos as principais vantagens. Ao conhecê-las, você entenderá por que é tão importante que a sua empresa esteja em conformidadeNão deixe de conferir!

Aumento da credibilidade perante o mercado

Quando uma empresa cumpre regras éticas e legais, principalmente se uma auditoria externa reconhece as boas práticas, os agentes econômicos terão maior previsibilidade quanto ao comportamento da organização. Ou seja, eles saberão o que esperar da empresa e a imagem será positiva.

Essa credibilidade será útil porque, quer seja um investimento, um empréstimo, uma compra a prazo ou qualquer outro negócio, um contrato é sempre um conjunto de promessas. Logo, a probabilidade de entrega do combinado é determinante para avaliar o risco e definir o quanto o mercado estará disposto a apostar na empresa.

Atualmente, já existem linhas de financiamento bancário e contratos com o governo que exigem expressamente um departamento de compliance, bem como provas da implementação da política, só para citar exemplos concretos.

Conformidade em relação às leis e aos regulamentos

Com uma estrutura interna pronta para entender e criar processos visando ao adimplemento, o combate a desvios funcionará de maneira natural e com o passar do tempo fará, até mesmo, parte da cultura da empresa.

A vantagem disso é evitar os prejuízos materiais e imateriais de faltar com leis e regulamentos. Os primeiros são as multas, indenizações e os obstáculos na continuidade da operação, que normalmente são impostos como forma de coibir irregularidades. Já os segundos são os danos à imagem e à credibilidade do negócio.

Sendo assim, em ambos os casos, o compliance corporativo é fundamental também para minimizar os riscos jurídicos, que sempre podem representar uma ameaça ao sucesso empresarial.

Proteção contra fraudes e corrupção

O compliance corporativo significa que a própria empresa toma providências para monitorar o comportamento dos colaboradores. Normalmente, isso passa pela criação de um código de conduta, pela qualificação dos profissionais, pelo gerenciamento de risco, pelo estabelecimento de órgãos internos e pela abertura de canais de denúncia.

Além disso, tais políticas devem contar com a adesão da alta direção da empresa, que designa recursos para a estruturação do programa e firma parcerias com auditores externos. Sem contar a possibilidade de colaboração com o setor público, especialmente promotorias e autoridades policiais.

Com efeito, a empresa se torna um ambiente hostil a fraudes e desvios. Haverá uma vigilância constante e comprometida em eliminar os comportamentos nocivos e, diante de qualquer indício, proceder todas as investigações que forem pertinentes.

Redução de custos operacionais

Algumas das principais fontes para recuperar os investimentos em compliance corporativo dizem respeito à redução de despesas. E o mais interessante é que os efeitos ultrapassam o corte de gastos com processos, indenizações, honorários de advogados e multas.

O motivo é que a empresa não estará submetida apenas às regras legais e éticas, como as leis anticorrupção, mas também a normas de eficiência, que contribuem para a contenção de despesas. Veja alguns exemplos:

  • normas de economia de material, água, energia etc.;
  • monitoramento de desvios de produtos na linha de produção e em fretes;
  • treinamento para atender às certificações de qualidade da área, possibilitando que os colaboradores façam mais consumindo menos recursos;
  • qualificação quanto às normas relativas à segurança e saúde no trabalho, evitando acidentes e doenças que demandem pagamentos e substituição de funcionários.

Sendo assim, o compliance pode ser encarado como uma ferramenta para que a gestão atinja objetivos, por meio da aderência a regras. Veja isso um pouco mais a fundo no próximo tópico.

Aumento da eficiência operacional

Ao se disseminar a aderência às normas, a empresa aumenta sua capacidade de incorporar padrões ao dia a dia das equipes. Afinal, seguir o que é correto estará enraizado na cultura organizacional.

Sendo assim, os processos podem ser repensados a partir de novas referências, ou seja, de modelos comprovadamente mais eficientes e eficazes. Não haverá tanta resistência às melhorias como ocorre diante de grupos de profissionais indisciplinados.

Resumidamente, controlar o cumprimento de normas também diz respeito às regras e aos princípios que não correspondem a questões éticas ou legais, mas à técnica das operações. Esse terceiro grupo está contido nas regulamentações da área, principalmente para atender aos requisitos de certificações e auditorias externas.

Aumento da rentabilidade

Note que seria possível criar um gráfico com as informações descritas acima. Uma curva decrescente representaria os efeitos do compliance corporativo em relação às despesas, como redução de processos judiciais, indenizações e custos operacionais. Por sua vez, as receitas sofreriam efeito inverso, como serem mais atrativas para investidores, parceiros e clientes.

Logo, no meio do caminho, estaria um grande espaço referente à rentabilidade. Quando a empresa está em conformidade com as normas éticas, legais e técnicas, a tendência é que ela seja capaz de entregar mais valor para todas as partes interessadas, não só para clientes e entidades públicas, mas também para sócios, acionistas, parceiros e investidores.

Além disso, os resultados serão fruto da competência da organização, logo, mais sustentáveis do que soluções obtidas por desvios e atalhos. Estar em conformidade, portanto, é fundamental para o crescimento e a perenidade da empresa.

Não por acaso, se você ainda não desenvolve essas políticas, é importante agir imediatamente. Comece designando uma equipe responsável por aplicar o compliance corporativo e implemente um código de ética e conduta. Isso servirá de base para qualificar os colaboradores e dar os primeiros passos na área.

Para facilitar o processo, faça o download do nosso Guia Prático para aplicar o Compliance em Grandes Empresas. O conteúdo oferecerá o passo a passo e tirará suas dúvidas!

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