Nenhuma instituição é perfeita. Na maioria dos casos, as organizações têm pontos de vista diferentes para encarar os seus desafios e, com suas limitações e fortalezas, desenvolvem as atividades e conquistam os seus objetivos. É justamente por isso que identificar os pontos fortes e fracos de uma empresa é tão fundamental.

Por sinal, esse autoconhecimento não é um diferencial – como alguns pensam. Na verdade, é mandatário, afinal, sem ele, a empresa está em risco, pois terá dificuldade para encarar os desafios, os concorrentes e as transformações que o mundo está exigindo.

Claro, o assunto já é debatido por teóricos e administradores desde os primórdios da disciplina. Afinal, em um ambiente de competitividade, é natural fazermos uma reflexão para entender o que podemos oferecer de melhor, além, é claro, daquilo que podemos aprimorar para conquistarmos o destaque merecido.

Por ser um tema tão importante, resolvemos trazer um post especial para ajudá-lo a identificar os pontos fortes e fracos de uma empresa. Vamos conferir?

Afinal, por que devo conhecer os pontos fracos e fortes da empresa?

Já deu para sentir que esse tipo de conhecimento é uma obrigação em qualquer empresa, certo? Afinal, informação nunca é demais na tomada de decisão. A pergunta que resta é a seguinte: por quê?

Fica mais fácil entender isso quando compreendemos a análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats). Basicamente, o objetivo da avaliação é conhecer o ambiente externo (oportunidades e ameaças) e o ambiente interno (forças e fraquezas). Em outras palavras, esse método comparativo ajuda o gestor a ter uma visão global da empresa.

A questão é que, para evitar as ameaças e alcançar as oportunidades, a organização precisa alocar bem os seus recursos (forças) e administrar e aperfeiçoar as fraquezas. O autoconhecimento, portanto, é fundamental para que ela consiga fazer isso. É a partir daí que você pode definir o posicionamento estratégico do negócio.

Como identificar esses pontos?

Agora, os benefícios de conhecer os pontos fortes e fracos de uma empresa já estão claros. Então, a pergunta que resta é a seguinte: como fazer para identificar esses pontos? Existem algumas estratégias que podem ajudá-lo nesse sentido. Vamos conferir.

Faça listas por áreas

Em primeiro lugar, é muito importante fazer listas para identificar com clareza quais são as qualidades da empresa e, principalmente, as necessidades do negócio. Esses guias podem ser realizados por setor e, por esse motivo, a participação dos gerentes de departamentos é indispensável nesse caso.

Realize o diagnóstico empresarial

O diagnóstico empresarial é uma ferramenta de gestão de empresas bastante eficaz para que ela atinja os resultados esperados. Basicamente, o objetivo é estabelecer critérios de monitoramento, com o auxílio dos KPIs (indicadores-chave de desempenho) e verificar se o negócio está a altura das expectativas.

Preencha a análise SWOT

Depois de concluídas as duas fases anteriores, é chegado o momento de preencher a sua análise SWOT, separando as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças ao negócio. Com isso, fica mais fácil ponderar quais serão os cursos de ação que serão tomados, ponto, inclusive, que abordaremos em seguida.

Como trabalhar esses pontos para trazer melhorias?

Autoconhecimento conquistado. E agora? Esse é apenas o ponto de partida para que possamos trazer melhorias efetivas para a organização. É chegado o momento de agir e dois métodos podem ajudá-lo a fazer isso com excelência. Vamos conferir?

PDCA

PDCA é um método muito simples, que tem como objetivo trazer melhorias nos processos, produtos e serviços de maneira contínua. Para isso, ele conta com quatro etapas: Plan (Planejar), Do (Agir), Check (Checar) e Act or Adjust (Agir ou Ajustar).

É um método bastante intuitivo, pois começa do planejamento em torno de um problema, passa para o plano de ação e pela mensuração de resultados para, então, chegarmos aos ajustes finais. No final, o ciclo é repetido para sempre continuarmos no caminho das melhorias.

PDCL

O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), que veremos mais à frente, ainda traz o PDCL (Plan Do, Check and Learn), que funciona como um próximo passo ao PDCA. Ele apenas introduz uma etapa diferenciada ao final do processo, que é o L de Learn (Aprender).

Afinal, o que aprendemos com o PDCA? O que será incorporado permanentemente na organização após essa experiência? A metodologia ajuda justamente a absorver as boas práticas aos processos da empresa.

Infelizmente, é muito comum encontrarmos organizações que fazem apenas uma parte desse processo, definindo planos, mas falhando na implementação. É importante que esses ciclos sejam rodados completamente, caso contrário, as melhorias jamais acontecerão.

Como modelos como o MEG podem ajudar?

O MEG – Modelo de Excelência da Gestão®, da FNQ, é referência quando imaginamos a gestão de empresas, pois não se satisfaz com bons resultados em curto prazo, mas busca mudanças e qualidade em longos períodos.

Ele também abrange 8 Fundamentos com Temas e processos necessários para que a organização tenha excelência. Confira abaixo:

  • Pensamento sistêmico;
  • Aprendizado organizacional e inovação;
  • Liderança transformadora;
  • Compromisso com as partes interessadas;
  • Adaptabilidade;
  • Desenvolvimento sustentável;
  • Orientação por processos;
  • Geração de valor.

Essa estrutura proporciona a melhoria contínua, o que é indispensável para que a empresa consiga operar com sucesso nesse mercado disruptivo, que muda a todo o momento e gera incertezas para o gestor. Afinal, é justamente focando no longo prazo e na continuidade do negócio que podemos trabalhar na sua resiliência.

Modelos como o MEG buscam auxiliar as organizações a terem essa visão de resultado em longo prazo. Em outras palavras, é dessa forma que conseguem ter um olhar sistêmico dos processos internos. Não se trata, portanto, de garantir resultados de curto prazo e perenes, mas uma visão ampla, focada no futuro do negócio.

Em resumo, é apenas conhecendo os pontos fortes e fracos de uma empresa que é possível ter uma visão completa de tudo aquilo que pode ser feito para garantir a sua sobrevivência no mercado. Mais importante ainda: é dessa forma que você trabalha em melhorias contínuas no negócio, garante a competitividade e consegue conquistar a tão sonhada consolidação comercial.

O que achou do nosso post de hoje? Entre em contato conosco agora mesmo para conhecer todas as nossas soluções nessa área!

*Colaboração de Marcos Antonio Rodrigues Massaro

2 Comments

  1. Boa tarde,

    Muito bom trazer as ferramentas de controle como diagnóstico do problema é top, para concretizar o fundamento.
    Adorei!

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